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  • Candidatos iniciam campanha presidencial em redutos eleitorais pelo país

    Candidatos iniciam campanha presidencial em redutos eleitorais pelo país

    A partir de 16 de agosto, candidatos à Presidência da República começaram oficialmente a campanha de rua, conforme o calendário da Justiça Eleitoral. Segundo a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as atividades de campanha em vias públicas estão autorizadas até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno, e comícios podem ser realizados entre 8h e meia-noite até 1º de outubro.

    Abertura em São Bernardo do Campo: Lula e referências históricas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou sua campanha no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local vinculado à sua trajetória política e às mobilizações operárias do ABC. No evento, Lula destacou a participação da militância e antecipou eixos da campanha, com ênfase em soberania nacional, pautas sociais e disputas com partidos de direita em temas como o papel da mulher e segurança pública.

    O comício também serviu para apresentar candidaturas legislativas do partido em diversas regiões. Em discurso citado pela Agência Brasil, Lula afirmou que não permitirá o retorno de uma direita que, em sua avaliação, foi responsável por falhas em políticas públicas. A estrutura do ato reforçou o simbolismo histórico do local escolhido.

    Reduto bolsonarista no Rio: Flávio Bolsonaro em Copacabana

    Flávio Bolsonaro (PL) iniciou a campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, ponto que recebeu manifestações bolsonaristas nos últimos anos. Subindo em um carro de som, o candidato estava acompanhado do vice Alfredo Gaspar, da mãe Rogéria e da esposa Fernanda, e tocou áudios do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionados à família.

    Em seu discurso, Flávio defendeu o legado do pai e criticou a prisão do ex-presidente, classificando-a como injusta, segundo a Agência Brasil. Entre as propostas ressaltadas no ato estão mudanças na forma de tratar organizações criminosas — com menção à classificação de milícias e grupos de tráfico como “terroristas” — e medidas na área de segurança pública, redução da maioridade penal e ações para combater roubos, furtos e feminicídios. Na economia, criticou a taxa básica de juros apontada como alta e prometeu cortes de gastos e medidas rápidas para aliviar a inflação.

    Atos regionais e atos partidários pelo país

    Outros candidatos também escolheram locais com ligação regional ou partidária para iniciar a campanha. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) concentrou a agenda em municípios goianos próximos ao Distrito Federal — Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia — e reafirmou que disputa para tirar o PT do poder, dizendo que não apoiará Lula no primeiro turno caso não avance.

    Romeu Zema (Partido Novo) começou em Montes Claros (Norte de Minas Gerais), onde participou de missa e de encontro com candidatos do partido. Zema criticou o governo Lula e afirmou esperar chegar ao segundo turno, com ênfase em segurança pública e combate à corrupção. Renan Santos (Missão) realizou ato no Largo São Francisco, em São Paulo, e abordou temas como empreendedorismo e segurança.

    O candidato Augusto Cury (Avante) abriu a campanha em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, e destacou propostas na área da Saúde e a ideia de agir em prol da família brasileira. Hertz Dias (PSTU), professor e ativista do movimento negro, caminhou pela Avenida Paulista em São Paulo e por ruas de São José dos Campos, defendendo a reestatização de empresas estratégicas e políticas em favor dos trabalhadores.

    Temas recorrentes e estratégias iniciais

    • Segurança pública: proposta presente em discursos de vários candidatos, com ênfases distintas, desde combate a organizações criminosas até mudanças na maioridade penal.
    • Economia: críticas à política de juros e promessas de cortes de gastos e medidas para conter a inflação foram mencionadas em atos.
    • Disputa simbólica: escolha de locais com significado histórico ou eleitoral, como Vila Euclides e Copacabana, reforçou narrativas políticas dos candidatos.

    As informações desta reportagem são da Agência Brasil.

  • Adesivos e uso de carros em campanha eleitoral podem comprometer cobertura de seguros, alerta FenSeg

    Adesivos e uso de carros em campanha eleitoral podem comprometer cobertura de seguros, alerta FenSeg

    Motoristas que planejam aplicar adesivos eleitorais em seus veículos ou empregar automóveis em atividades de campanha nas eleições de 2026 devem avisar a seguradora antes. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que apontou riscos relacionados à mudança do uso do veículo.

    Por que seguradoras veem aumento de risco

    De acordo com Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, a adesivação com material eleitoral e o uso do carro em ações de campanha podem significar maior exposição a situações perigosas. Entre os motivos citados estão a circulação em eventos públicos, a proximidade de multidões e a participação em trajetos fora da rotina, fatores que, segundo a entidade, elevam a probabilidade de acidentes e de atos de vandalismo.

    As seguradoras avaliam o risco com base nas condições informadas pelo contratante quando o contrato foi firmado. Sempre que o perfil de utilização do automóvel muda — por exemplo, quando o veículo passa a transportar material de campanha ou equipes — essa avaliação pode deixar de corresponder à nova realidade de uso.

    Coberturas e exclusões apontadas pela FenSeg

    A FenSeg alerta ainda que algumas situações relacionadas a campanhas eleitorais não são contempladas por apólices convencionais. A entidade destaca dois pontos recorrentes:

    • danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não são cobertos por seguros automotivos tradicionais;
    • prejuízos resultantes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam constar entre as exclusões dos contratos.

    Essas ressalvas significam que, em caso de sinistro envolvendo perda ou danos a adesivos eleitorais, ou prejuízos ocorridos durante aglomerações e eventos tumultuados, o motorista pode não receber indenização se a apólice não contemplar expressamente essas situações.

    Riscos de não informar a seguradora

    Segundo a FenSeg, deixar de atualizar a seguradora sobre a nova destinação do veículo pode levar à recusa de indenização em sinistros por roubo, furto ou colisão. A entidade explica que a omissão altera as condições originalmente avaliadas no momento da contratação, criando base para a seguradora considerar que houve agravamento de risco não comunicado.

    Em outras palavras, a ausência de comunicação prévia pode resultar em problemas práticos na hora de acionar o seguro — independentemente do fato de o dano ter ocorrido em contexto de campanha.

    O que o motorista deve fazer antes de adesivar ou usar o veículo em campanha

    Com base nas orientações divulgadas pela FenSeg, os condutores que planejam envolver veículos em atividades eleitorais devem adotar procedimentos simples de prevenção:

    • informar previamente a seguradora sobre a intenção de adesivar o carro ou utilizá-lo em deslocamentos e transporte ligados à campanha;
    • consultar as condições da apólice para verificar coberturas e exclusões específicas, incluindo proteção contra danos a plotagens e participações em eventos públicos;
    • esclarecer com a seguradora se será necessário adicionar cláusulas ou contratar coberturas adicionais para garantir amparo em situações relacionadas à campanha.

    A FenSeg não detalhou quais medidas contratuais específicas seriam exigidas por cada companhia; por isso, a recomendação é tratar diretamente com a seguradora responsável pela apólice.

    Atribuição das informações

    As orientações e esclarecimentos sobre riscos e exclusões foram fornecidos pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e divulgados pela Agência Brasil.

    Ao seguir essas recomendações, motoristas reduzem a probabilidade de surpresas na hora de acionar o seguro. A comunicação prévia permite que a seguradora reavalie o risco e, se necessário, ajuste as condições do contrato ou a cobertura, evitando a possibilidade de indeferimento de indenização em caso de sinistro.