Tag: Banco Master

  • Audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem avanços; negociações continuam

    Audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem avanços; negociações continuam

    Uma audiência de mediação no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro Luiz Fux, terminou sem avanços na tentativa de destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões que o Banco de Brasília (BRB) busca junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O encontro ocorreu em 13 de agosto e teve como objetivo solucionar impasses sobre garantias e responsabilidades entre o FGC, o governo do Distrito Federal (GDF) e o próprio BRB, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Origem do pedido e papel do FGC

    O empréstimo destina-se a cobrir parte das perdas causadas pela aquisição de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, operação que motivou investigação da Polícia Federal batizada de Operação Compliance Zero. Em setembro do ano passado, o Banco Central (BC) rejeitou a compra do Master pelo BRB após identificar fraudes, incluindo ativos sem lastro.

    Em maio, o ministro Luiz Fux homologou acordo que permitiria ao FGC avaliar a concessão do empréstimo sem aval financeiro da União. Pelo entendimento firmado, o FGC poderia receber como garantia verbas federais destinadas ao GDF por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

    Pontos de impasse nas negociações

    Apesar da homologação, as negociações não avançaram e levaram o GDF a protocolar petição no STF informando que o acordo não foi implementado. O principal nó das conversas está nas regras que disciplinariam um eventual calote por parte do governo distrital: bancos integrantes do FGC querem garantias de que, em caso de inadimplência, terão acesso aos recursos do FPE e do FPM, que são de natureza pública.

    Além da questão das garantias, integrantes do FGC expressaram dúvidas sobre a viabilidade do plano de negócios apresentado pelo BRB para os próximos anos, o que tem dificultado a adesão dos bancos à operação nas condições propostas.

    Posições apresentadas na audiência

    Durante a audiência, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o empréstimo será concedido ao GDF, controlador do BRB, e não diretamente ao banco. Ela admitiu que o BRB não divulgou balanço financeiro público após a investigação relacionada ao Master, mas garantiu que todas as informações financeiras foram encaminhadas ao FGC. Conforme sua declaração na audiência, o balanço seria publicado somente após a concessão do empréstimo.

    Celina Leão também afirmou que “o banco está nesta condição desde novembro do ano passado” e defendeu a solvência da instituição, ressaltando que o BRB teria mantido liquidez.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou da mediação e deixou claro que a União não será avalista do empréstimo. Durigan qualificou o episódio como um “problema grave” do BRB que não teve origem na União, e afirmou que, embora a União não tenha responsabilidade sobre o caso, o governo federal foi proativo ao sugerir alternativas durante a mediação. Em suas palavras, “A União não tem nada que ver com essa história”.

    Contexto regulatório e exigência do Banco Central

    O empréstimo pleiteado é também uma exigência do Banco Central para recompor as contas do BRB após as fraudes identificadas pela Operação Compliance Zero. A exigência regulatória busca restabelecer a saúde financeira do banco, comprometida pela compra das carteiras do Master, que foi reprovada pelo BC no ano anterior devido às irregularidades detectadas.

    Próximos passos

    Com o encerramento da audiência sem acordo, as partes afirmaram que as negociações continuarão. Permanecem em aberto definições sobre as garantias do FGC para acessar verbas do FPE e do FPM em caso de inadimplência e a análise do plano de negócios do BRB pelos bancos integrantes do fundo. Não houve, por ora, alteração na posição oficial de que a União não terá papel de fiadora.

    As informações acima foram relatadas pela Agência Brasil.

  • PF e CGU investigam aplicação de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió no Banco Master

    PF e CGU investigam aplicação de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió no Banco Master

    Em 10 de agosto de 2026, a Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), realizou uma operação para aprofundar investigações sobre supostas irregularidades na aplicação de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em operações financeiras com o Banco Master.

    Alvos da operação e mandados

    Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados em Alagoas e em São Paulo. A investigação aponta ligações entre integrantes da gestão do Iprev, conselheiros e uma empresa de consultoria contratada pelo instituto.

    • João Felipe Alves Borges: atual secretário de Fazenda de Maceió; integrava o Conselho de Administração do Iprev na época dos fatos investigados.
    • Ronnie Reyner Teixeira Mota: ex-diretor-presidente do Iprev.
    • Gustavo Antônio Rodrigues de Souza: ex-coordenador-geral de Investimentos do Iprev.
    • Renan Foglia Calamia: dirigente da empresa de consultoria Crédito & Mercado.
    • Marília Alexandre de Lima Alves: integrante da Secretaria Municipal da Fazenda.
    • Marcelo Brasileiro Santos: membro do Comitê de Investimentos do Iprev.

    Medidas autorizadas e bloqueio de bens

    No despacho que autorizou a operação, o ministro André Mendonça permitiu a apreensão de computadores, discos rígidos, pendrives e outras mídias, além de telefones pessoais e corporativos. Também foram autorizadas buscas por documentos físicos, agendas, anotações, contratos e comprovantes financeiros tanto em endereços residenciais e comerciais vinculados aos investigados quanto nas sedes do Iprev e da consultoria Crédito & Mercado de Valores Mobiliários LTDA.

    Além das buscas, o ministro decretou a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis, bem como de valores dos seis investigados, até o limite global de R$ 97 milhões. A medida tem caráter cautelar no âmbito das apurações promovidas pela PF e pela CGU.

    Origem dos recursos aplicados e foco das investigações

    De acordo com a Polícia Federal, as suspeitas recaem sobre duas aplicações do Iprev em letras financeiras emitidas pelo Banco Master: um aporte de R$ 97 milhões realizado em dezembro de 2023 e outro de R$ 17 mil efetuado em maio de 2024. A investigação busca esclarecer como ocorreram o credenciamento, os processos de cotação, a análise de risco, a governança e as decisões que antecederam esses investimentos.

    O Ministério Público e a Polícia Federal, ao pedir autorização judicial, apontaram indícios de “possível direcionamento dos investimentos e exposição desproporcional do patrimônio previdenciário a ativos de risco elevado e liquidez reduzida”, conforme trecho do despacho do ministro do STF. A PF também relatou que as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) teriam sido preenchidas com justificativas genéricas e padronizadas, sem estudos comparativos de alternativas, análises suficientes de risco de crédito, avaliação de liquidez ou exame de cláusulas de subordinação.

    Contexto institucional

    O Banco Master, propriedade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025 por determinação do Banco Central, que apontou violação de normas do Sistema Financeiro Nacional e grave crise de liquidez. As aplicações do Iprev nas letras financeiras do Master ocorreram antes dessa intervenção do BC.

    A PF e a CGU concentram agora seus trabalhos em levantar elementos probatórios que esclareçam responsabilidades administrativas e eventuais ilícitos penais relacionados às aplicações.

    Posição do Iprev e andamento

    Em nota, o Iprev afirmou que “os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis” e informou que o patrimônio do instituto cresceu de cerca de R$ 400 milhões em 2021 para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que, segundo o órgão, garante a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas. O instituto declarou ainda estar colaborando com as autoridades.

    A reportagem da Agência Brasil informou que ainda não conseguiu contato com os investigados citados e que o espaço permanece aberto para manifestações dos interessados. As investigações prosseguem conforme diligências determinadas pela PF, CGU e pelo STF.

  • PF e CGU investigam aplicações do Iprev de Maceió em operações do Banco Master

    PF e CGU investigam aplicações do Iprev de Maceió em operações do Banco Master

    A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram, em 10 de agosto, uma operação para aprofundar apurações sobre aplicações do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em operações financeiras atribuídas ao Banco Master. A ação, noticiada pela Agência Brasil, envolveu mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra responsáveis ligados ao fundo previdenciário municipal.

    Operação e alvos

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu oito mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços nas cidades de Alagoas e São Paulo. Foram alvos agentes públicos e pessoas ligadas ao Iprev e a uma consultoria contratada pelo instituto.

    • João Felipe Alves Borges — atual secretário de Fazenda de Maceió e membro do Conselho de Administração do Iprev na época dos fatos;
    • Ronnie Reyner Teixeira Mota — ex-diretor-presidente do Iprev;
    • Gustavo Antônio Rodrigues de Souza — ex-coordenador-geral de Investimentos do Iprev;
    • Renan Foglia Calamia — dirigente da consultoria Crédito & Mercado;
    • Marília Alexandre de Lima Alves — integrante da Secretaria Municipal da Fazenda;
    • Marcelo Brasileiro Santos — membro do Comitê de Investimentos do Iprev.

    Segundo a autorização judicial, equipes puderam apreender computadores, discos rígidos, pendrives, telefones pessoais e corporativos, documentos físicos, agendas, contratos e comprovantes financeiros em residências, locais de trabalho e nas sedes do Iprev e da Crédito & Mercado de Valores Mobiliários LTDA.

    Detalhes das aplicações e indícios apontados

    De acordo com a PF, as apurações envolvem supostas irregularidades em aplicações realizadas pelo Iprev em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. A reportagem da Agência Brasil relata valores e informações que, na íntegra, apresentam trechos que merecem atenção: em um momento é citado o montante de R$ 97 milhões relacionado às aplicações; em outros trechos da mesma apuração são indicados aportes de R$ 97 mil em dezembro de 2023 e R$ 17 mil em maio de 2024, além de um bloqueio de bens até o limite de R$ 97 mil. A existência desses números diferentes aparece na matéria da agência e não foi esclarecida no texto consultado.

    As investigações buscam identificar as circunstâncias do credenciamento da instituição financeira, do processo de cotação, das análises de risco, das práticas de governança e das decisões que precederam as aplicações. A PF afirma haver indícios de possível direcionamento das aplicações e de exposição excessiva do patrimônio previdenciário a ativos de maior risco e baixa liquidez.

    Segundo o despacho do ministro Mendonça reproduzido pela Agência Brasil, as autorizações de aplicação e resgate (APRs) teriam sido preenchidas com justificativas genéricas e padronizadas, sem comparação de alternativas, sem análise adequada de risco de crédito, sem avaliação de liquidez, sem exame da cláusula de subordinação e sem motivação concreta para a escolha do Banco Master.

    Medidas cautelares e abrangência

    Além das buscas e apreensões, o ministro do STF determinou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis e de valores pertencentes aos seis investigados, até o limite global mencionado na decisão judicial. A ordem abrangeu tanto bens pessoais quanto bens vinculados às funções desempenhadas na gestão do instituto.

    Foram também recolhidos documentos e mídias que, conforme a autoridade judicial, podem contribuir para esclarecer a participação da consultoria contratada pelo Iprev. A PF sustenta que a Crédito & Mercado participou de etapas do credenciamento, da elaboração e validação de análises e da formação documental das operações junto ao Master, hipótese que a polícia qualificou como possível “terceirização indevida da competência administrativa” do instituto.

    Contexto do Banco Master

    O Banco Master, referido nas investigações, era controlado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025 por decisão do Banco Central. Na ocasião, a autoridade reguladora informou que a instituição havia descumprido normas do Sistema Financeiro Nacional e enfrentava sério problema de liquidez.

    Próximos passos e posicionamentos

    A investigação segue em curso, com a coleta de elementos probatórios e análise documental em busca de esclarecimentos sobre o processo decisório e eventuais responsabilidades. A reportagem da Agência Brasil informou que não obteve resposta da prefeitura de Maceió nem dos investigados citados até a publicação e deixou espaço aberto para manifestações.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado após defesa alegar falta de acesso ao inquérito

    Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado após defesa alegar falta de acesso ao inquérito

    O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federal, agendado para esta sexta-feira (7), foi adiado após solicitação da defesa, informou a Agência Brasil. O advogado do parlamentar, Pablo Domingues, afirmou que problemas técnicos impediram o acesso integral ao conteúdo do inquérito, o que motivou o pedido de postergação.

    Pedido de adiamento e argumento da defesa

    Segundo a defesa, o adiamento decorre exclusivamente da impossibilidade de consulta ao teor da investigação, que teria sido requerida pela defesa quando a data do depoimento foi indicada. O advogado declarou que os problemas técnicos estão documentados e que o senador pretende depor, porém apenas depois de conhecer os elementos reunidos no inquérito.

    O pedido de acesso ao conteúdo foi feito pela defesa, e, de acordo com as informações repassadas à imprensa, a intenção é que Wagner preste esclarecimentos baseado no que efetivamente consta no processo. A reportagem da Agência Brasil traz a versão do advogado sobre os motivos do adiamento.

    O que investiga a Operação Compliance Zero

    A investigação em que o depoimento estava previsto tramita no âmbito da Operação Compliance Zero. Conforme reportado pela Agência Brasil, o inquérito apura a relação do senador com o empresário Augusto Lima, apontado pelos investigadores como um dos elos entre Wagner e o caso Banco Master.

    Além disso, a Polícia Federal apura suspeitas de vantagem indevida e possíveis vínculos entre pessoas do entorno do senador e empresas relacionadas ao caso. A matéria não detalha provas ou diligências específicas além do vínculo investigado com Augusto Lima nem registra posicionamentos da PF além das informações sobre o adiamento.

    Andamento do procedimento e medidas adotadas

    O senador foi intimado pela Polícia Federal em 21 de julho. Segundo a Agência Brasil, Jaques Wagner nega irregularidades. Também por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar foi alvo de buscas e de medida de restrição de atividades econômicas durante o andamento das investigações.

    A reportagem não informa nova data para o depoimento de Wagner; a defesa condicionou a oitiva ao acesso prévio aos elementos reunidos no inquérito. Não há, no material publicado pela Agência Brasil, registro de manifestação adicional da Polícia Federal ou do senador além das informações já citadas.

    O caso permanece em apuração sob a Operação Compliance Zero, e o adiamento sinaliza a necessidade da defesa em analisar integralmente os autos antes de o parlamentar prestar esclarecimentos à autoridade policial, conforme a versão divulgada pelo advogado de Wagner à imprensa.

    Fontes: Agência Brasil.