Exposição abre na Avenida Paulista para celebrar os 140 anos
Segundo reportagem da Agência Brasil, uma mostra imersiva dedicada a Tarsila do Amaral foi inaugurada no Nubank Art Lab, espaço cultural instalado no primeiro andar do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo. A abertura ocorreu no sábado, dia 15, como parte das comemorações pelo aniversário da pintora, cujo nascimento completa 140 anos em setembro.
Formato, atrações e duração
Denominada O Brasil de Tarsila, a exposição permanece em cartaz até 31 de outubro e aposta na interatividade para aproximar públicos diversos da obra da artista. Segundo os organizadores, trata-se da maior mostra imersiva dedicada ao legado de Tarsila já realizada, com salas que combinam cenografia, trilha sonora, aromas, projeções de 360 graus e recursos sensoriais.
O visitante poderá percorrer 14 salas que reproduzem, animam ou projetam mais de 70 obras, além de experimentar ações lúdicas como posar ao lado do Abaporu, ouvir frases a bordo de um trem virtual, descansar diante de paisagens pintadas pela artista e brincar com uma inserção da cabeça na tela Operários — uma das pinturas consideradas ícones do modernismo brasileiro.
Curadoria, produção audiovisual e equipe
A curadoria é assinada por Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila, e por Juliana Miraldi. As curadoras descrevem a seleção como democrática, voltada tanto a quem já conhece a artista quanto a quem ainda não teve contato com sua obra. Juliana afirma que a exposição foi pensada para ser acessível a todas as idades e repertórios.
O conteúdo audiovisual da mostra foi produzido por mais de 32 artistas digitais e plásticos, segundo a curadoria. Juliana Miraldi destacou à Agência Brasil que os vídeos e as animações foram desenvolvidos por pessoas e não por inteligência artificial, com intenção de manter camadas, textura e um tratamento estético coerente com o trabalho original de Tarsila.
Espaço e infraestrutura
O Nubank Art Lab ocupa mais de 2,7 mil metros quadrados e contempla uma sala multiuso e duas salas imersivas. Uma das salas possui uma parede de LED de 10 metros de comprimento, teto espelhado e um sistema de sensores programáveis que interagem com as projeções, segundo a Agência Brasil.
No mesmo período em que exibe O Brasil de Tarsila, o espaço também recebe Fronteiras do Imaginário, mostra que reúne trabalhos do artista e designer sul-africano Muti Randolph e do artista digital francês Maotik, referência em experiências imersivas e interativas.
Contexto sobre Tarsila e memória artística
Tarsila do Amaral, nascida em Capivari (interior de São Paulo) em 1886, é reconhecida como uma das principais artistas brasileiras do século 20 e figura central do movimento modernista. Entre suas obras mais emblemáticas está o Abaporu, pintado em 1928 em homenagem ao então companheiro Oswald de Andrade; o título foi formado a partir de vocábulos tupi-guarani encontradas por Tarsila.
A curadora Paola ressalta que a mostra busca colocar Tarsila “à frente do seu tempo” e explorar obras menos conhecidas da trajetória da artista. Juliana comenta também a função das exposições imersivas de dialogar com outros suportes culturais e ampliar o acesso ao repertório artístico, especialmente entre públicos que não frequentam espaços tradicionais de arte.
Referências e legado
- O Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebeu anteriormente a exposição Tarsila Popular, que registrou público superior a 400 mil visitantes, segundo a reportagem.
- A mostra no Nubank Art Lab não apresenta obras originais de Tarsila, priorizando reproduções e experiências digitais.
Os dados e declarações presentes nesta reportagem são baseados em matéria da Agência Brasil.

