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  • Observatório Nacional transmite eclipse solar total; fenômeno não será visível no Brasil

    Observatório Nacional transmite eclipse solar total; fenômeno não será visível no Brasil

    Um eclipse solar total está previsto para o dia 12 de agosto e poderá ser visto integralmente em partes do Hemisfério Norte, incluindo países como Espanha e Portugal. O evento não terá visibilidade direta no Brasil, mas será acompanhado por transmissões ao vivo promovidas pelo Observatório Nacional (ON).

    Transmissão do Observatório Nacional

    O Observatório Nacional anunciou que fará transmissão em tempo real do eclipse por meio de suas redes sociais e do canal no YouTube. A cobertura ao vivo terá início às 12h do dia 12, com o pico do fenômeno previsto para as 14h, segundo informações divulgadas pela instituição.

    Onde o eclipse será visível

    Além de Espanha e Portugal, o pico do eclipse está previsto para regiões como Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras áreas do Hemisfério Norte e no norte do continente africano, o evento deverá ser percebido apenas como um eclipse parcial, quando a Lua bloqueia parcialmente a luz do Sol.

    Por que o eclipse não é visto em todo o planeta

    A astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento explica que, mesmo sendo um eclipse total, a área afetada na superfície terrestre é relativamente pequena. A sombra da Lua projeta-se sobre a Terra em um caminho estreito — cerca de 300 quilômetros de largura — e somente quem estiver nessa faixa verá a totalidade do eclipse.

    Por esse motivo, embora ocorram eclipses totais do Sol com certa regularidade (em geral, cerca de um por ano), poucas pessoas se encontram no local exato onde a sombra passa, o que dá a impressão de que o fenômeno é raro.

    Segurança para observação

    O Observatório Nacional e a pesquisadora Josina Nascimento alertam para os riscos de olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada. Para observar um eclipse solar com segurança é necessário usar óculos certificados pela norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar sem proteção adequada pode causar danos sérios à visão, incluindo cegueira.

    Além do uso de equipamentos certificados, existem técnicas de observação indireta que não exigem contato direto com os olhos. O Observatório lembra que é possível, por exemplo, projetar a imagem do Sol usando um pequeno orifício em uma tampa de caixa de pizza e um papel colocado abaixo, formando uma imagem do disco solar. Dependendo da posição do Sol, a projeção pode ser feita no chão ou em uma parede.

    Atividades do Observatório em eclipses

    Quando eclipses solares são visíveis no Brasil, o Observatório Nacional costuma distribuir gratuitamente óculos de proteção em eventos públicos de observação e realizar oficinas que ensinam métodos seguros e criativos de visualização, incluindo soluções com material reciclável. Para este evento específico, porém, a instituição concentrará seus esforços na transmissão remota.

    O ON também anunciou que fará a transmissão do eclipse lunar que será visível no Brasil na madrugada entre os dias 27 e 28 de agosto, segundo a divulgação da própria instituição.

    As informações sobre horários, medidas de segurança e cobertura foram divulgadas pelo Observatório Nacional e reportadas pela Agência Brasil.

  • Agosto terá dois eclipses; eclipse lunar será visível em todo o Brasil

    Agosto terá dois eclipses; eclipse lunar será visível em todo o Brasil

    Agosto reserva dois eclipses que poderão ser observados a olho nu em diversas regiões do planeta: um eclipse solar total no hemisfério norte e um eclipse lunar que será visível em grande parte das Américas, Europa e África, incluindo todo o território brasileiro. As informações foram divulgadas e comentadas por especialistas do Observatório Nacional à Agência Brasil.

    Datas, horários e abrangência

    O eclipse lunar ocorrerá na madrugada do dia 28 de agosto, com início marcado para 23h30 (horário de Brasília) do dia 27 e auge previsto para cerca de 1h do dia 28. Segundo o Observatório Nacional, será possível ver o fenômeno de todos os estados do Brasil, e a estimativa é de que até 95% da superfície lunar adquira tonalidade avermelhada durante o evento.

    O eclipse solar está previsto para 12 de agosto e será total apenas em uma faixa restrita do hemisfério norte. Países onde a totalidade poderá ser observada incluem Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia; outras áreas do hemisfério norte e o norte da África terão visibilidade parcial.

    Como ocorrem os eclipses: explicação do Observatório Nacional

    De acordo com Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, a órbita da Lua é inclinada em torno de cinco graus em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol. Um eclipse surge quando Sol, Terra e Lua se alinham de modo que uma sombra projetada por um desses corpos atinge o outro.

    No caso do eclipse lunar, o alinhamento ocorre durante a Lua cheia, quando a Terra fica entre o Sol e a Lua e projeta uma sombra que pode recobrir parcial ou totalmente o satélite natural. Para eclipses solares, o fenômeno acontece na Lua nova, quando a sombra da Lua é projetada sobre a superfície terrestre. O caminho da sombra no solo da Terra costuma ter largura aproximada de 300 quilômetros, e apenas quem estiver nessa faixa verá a totalidade.

    Tipos de eclipses lunares e por que a Lua fica avermelhada

    Existem três modalidades de eclipse lunar: penumbral, parcial e total. A luz solar que atravessa a atmosfera terrestre é desviada e filtrada, gerando dois tipos de sombra: a penumbra, mais tênue, e a umbra, mais escura. Quando a Lua entra somente na penumbra, a mudança é imperceptível; se alcança a umbra, observa-se escurecimento e, em casos de passagem completa, tonalidade avermelhada.

    O eclipse de agosto foi classificado pelo Observatório Nacional como parcial: a Lua não entrará inteiramente na umbra, mas chegará muito próxima, o que fará com que pareça quase um eclipse total e apresente coloração avermelhada devido à luz solar refratada pela atmosfera terrestre.

    Cuidados para observação

    Para o eclipse lunar, não são necessários equipamentos especiais: recomenda-se apenas um local aberto, com visão desobstruída do céu e pouca iluminação artificial para melhor percepção das cores e do escurecimento.

    Já a observação do eclipse solar exige proteção adequada para os olhos. O Observatório Nacional orienta o uso de óculos com certificação ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente para o Sol sem proteção pode causar danos graves e até perda permanente da visão.

    Transmissão e acompanhamento

    O Observatório Nacional informou que fará transmissões gratuitas dos dois eclipses em seu canal no YouTube, permitindo que o público acompanhe os eventos mesmo fora das áreas de visibilidade direta. As informações sobre horários e cobertura das transmissões foram divulgadas à Agência Brasil pelos responsáveis do Observatório Nacional.

    As explicações e orientações citadas neste texto foram publicadas pela Agência Brasil, com contribuições de profissionais do Observatório Nacional.