A Polícia Federal efetuou, na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a prisão de um homem suspeito de integrar um esquema de fraudes eletrônicas que causou prejuízo superior a R$ 37 milhões a uma mulher de 70 anos. A detenção ocorreu no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em atuação vinculada à Operação Criptoabate, deflagrada na véspera pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
A operação e o contexto da prisão
A Operação Criptoabate foi anunciada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul com o objetivo de desarticular uma estrutura criminosa que utilizava uma falsa plataforma de investimentos. A Polícia Federal realizou a prisão no Rio como um desdobramento das investigações iniciadas pela corporação gaúcha, informou a reportagem da Agência Brasil.
Segundo as investigações, o esquema envolvia múltiplas ações para captar recursos de vítimas, usando-se da aparência de legitimidade de instituições financeiras criadas pelos suspeitos. O homem preso é apontado pelas autoridades como dono de uma dessas instituições vinculadas à fraude.
Como funcionava o golpe
As apurações indicam que os envolvidos aplicavam a técnica conhecida internacionalmente como “pig butchering”, ou “golpe do abate de porcos”. Nesse tipo de crime, criminosos estabelecem previamente uma relação de confiança com a vítima — por exemplo, via mentorias ou contatos prolongados — para estimulá-la a realizar aportes em investimentos prometidos como de alta rentabilidade.
Após ganhar a confiança das vítimas, os operadores incentivam aportes crescentes, geralmente por intermédio de plataformas que simulam operações financeiras reais. No caso investigado pela Operação Criptoabate, as plataformas eram falsas e tinham o propósito de exaurir os recursos das vítimas.
Valores envolvidos e acusações
Uma das vítimas identificadas no processo é uma mulher de 70 anos que teve perda financeira superior a R$ 37 milhões. As autoridades estimam que o valor total das fraudes associadas ao esquema pode alcançar até R$ 50 milhões, conforme os dados levantados até o momento.
O suspeito preso é natural de Presidente Prudente (SP) e mora em Balneário Camboriú (SC). Ele deverá responder por crimes previstos pelas autoridades como estelionato, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, segundo a informação divulgada pela Agência Brasil.
O que se sabe sobre os desdobramentos
As investigações sobre a Operação Criptoabate seguem em curso sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio da Polícia Federal na prisão ocorrida no Rio de Janeiro. Até o momento, a divulgação pública das autoridades trouxe a confirmação da prisão e as informações sobre os valores e técnicas usadas no golpe.
Detalhes sobre possíveis coautores, bloqueios de bens, números finais das vítimas ou cronograma de ações judiciais não foram divulgados no comunicado consultado pela reportagem. A Agência Brasil é a fonte das informações até então tornadas públicas.
Incertezas e informações pendentes
- Não há, até a divulgação feita pela Agência Brasil, detalhamento público sobre a quantidade total de vítimas envolvidas no esquema.
- Também não foram informados publicamente bloqueios de ativos, mandados de busca e apreensão adicionais, ou a relação completa de pessoas investigadas.
- As autoridades indicaram estimativas sobre o montante das fraudes, mas o valor final a ser confirmado dependerá do curso das investigações e de medidas judiciais futuras.
As informações acima foram obtidas a partir de reportagem da Agência Brasil. O caso segue sob investigação e a divulgação de novos dados ficará a cargo das autoridades responsáveis.
