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  • Três turistas colombianas de mesma família e piloto morrem em queda de helicóptero no Rio

    Três turistas colombianas de mesma família e piloto morrem em queda de helicóptero no Rio

    Na manhã de 8 de agosto de 2026, um helicóptero modelo Robinson R44, prefixo PP-MFS, caiu em uma área de mata fechada na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Quatro pessoas morreram no acidente: três turistas colombianas, identificadas como avó, mãe e filha, e o piloto da aeronave. A informação sobre as vítimas foi divulgada pelo Sistema Alerta Rio por meio do Instagram e replicada pela Agência Brasil.

    Como ocorreu o voo

    As turistas faziam um passeio panorâmico na modalidade “doors off”, em que o helicóptero realiza o sobrevoo sem as portas, prática oferecida por diferentes operadores turísticos na cidade. O voo contratado constava como tendo duração aproximada de 20 minutos e previa o sobrevoo de pontos turísticos do Rio de Janeiro, incluindo a Floresta da Tijuca, região em que a queda ocorreu.

    Contratação e custo do passeio

    O passeio foi contratado junto à empresa Voos Rio Panorâmico (VRP). De acordo com o comprovante de pagamento citado pela reportagem, as turistas desembolsaram R$ 2.550 pelo voo. A empresa oferece diversas opções de voos panorâmicos pelo Rio, com durações e preços variados, incluindo passeios que podem chegar a uma hora e custar mais de R$ 1,3 mil por pessoa, segundo informações da própria operadora.

    Local do acidente e dificuldade de acesso

    O helicóptero caiu em área de mata fechada e íngreme, o que complicou o acesso ao local do acidente. Equipes de resgate e de investigação enfrentaram dificuldades para chegar à área onde a aeronave se chocou, conforme descreveu a fonte que divulgou as primeiras informações. Não houve indicação pública imediata de sobreviventes entre os ocupantes.

    Modelo e identificação da aeronave

    O aparelho envolvido no acidente foi identificado como um Robinson R44, de prefixo PP-MFS. A queda ocorreu durante o passeio panorâmico contratado; além das três turistas colombianas, o piloto também veio a óbito. A reportagem baseia esses dados nas informações iniciais divulgadas pelo Sistema Alerta Rio e reproduzidas pela Agência Brasil.

    Investigação das causas

    As circunstâncias e as causas da queda serão objeto de investigação. Não foram divulgadas detalhamentos sobre possíveis falhas técnicas, meteorológicas ou operacionais no momento do acidente. Autoridades competentes deverão conduzir apurações formais para determinar as causas que levaram à queda do helicóptero.

    Reportagens e notas oficiais citadas informam apenas que as razões do acidente ainda não foram esclarecidas publicamente. Qualquer conclusão dependerá dos exames e dos laudos a serem produzidos pelos órgãos responsáveis.

    Informações adicionais e relato das fontes

    As primeiras informações sobre as vítimas e o local do acidente foram publicadas pelo Sistema Alerta Rio em sua conta no Instagram. A Agência Brasil divulgou a nota com os dados disponíveis até o momento, incluindo detalhes sobre o tipo de passeio — “doors off” — e o comprovante de pagamento das turistas.

    Por se tratar de um caso em investigação, as informações podem ser atualizadas conforme surgirem novos dados oficiais. A progressão das apurações — como o resultado de perícias técnicas e eventuais comunicações da empresa operadora — deverá ser acompanhada por órgãos de aviação e segurança pública.

    • Fonte principal das informações: Sistema Alerta Rio, divulgada via Instagram e reportada pela Agência Brasil.
    • Aeronave: Robinson R44, prefixo PP-MFS.
    • Vítimas: três turistas colombianas (avó, mãe e filha) e o piloto.
    • Empresa operadora do voo: Voos Rio Panorâmico (VRP).
    • Modalidade do passeio: “doors off”; duração aproximada anunciada: 20 minutos.
    • Valor registrado no comprovante: R$ 2.550.
  • Polícia Federal indicia 16 por queda do avião da Voepass em Vinhedo; presidente da empresa está entre os investigados

    Polícia Federal indicia 16 por queda do avião da Voepass em Vinhedo; presidente da empresa está entre os investigados

    A Polícia Federal (PF) indiciou, em 6 de agosto de 2026, 16 pessoas relacionadas à Voepass Linhas Aéreas pela queda do avião ATR 72-500 em Vinhedo (SP), ocorrida em agosto de 2024 e que causou 62 mortes, segundo relatório final da investigação divulgado pela PF e noticiado pela Agência Brasil.

    Responsáveis e crimes imputados

    Dos 16 indiciados, 15 foram enquadrados no crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal, cuja pena varia de quatro a 12 anos e é dobrada quando há resultado em morte (o que elevou a previsão para oito a 24 anos). Um outro indiciamento foi registrado por falsidade ideológica; trata-se do comandante que pilotou o mesmo avião na madrugada em que ocorreu o acidente.

    Entre os investigados estão o diretor-presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, e integrantes de diferentes setores da companhia: comandantes, chefia de pilotos, diretoria de operações, direção e gerência do Centro de Controle Operacional (CCO), direção e chefia do Centro de Controle de Manutenção (MCC), diretor de manutenção, inspetor técnico responsável perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mecânico e o diretor de segurança operacional (safety).

    Proibições e encaminhamentos judiciais

    A Justiça Federal determinou que os indiciados não podem deixar o país ou, caso estejam no exterior, deverão retornar ao Brasil enquanto o Ministério Público Federal (MPF) analisa o inquérito e decide sobre oferecimento de denúncias. A PF também pediu à Justiça autorização para compartilhar todas as informações apuradas com a Anac, para que a agência proceda a investigação administrativa sobre eventual falha de fiscalização por parte de seus servidores.

    Além disso, a PF solicitou o compartilhamento do trabalho investigativo com a Procuradoria da República no Distrito Federal, onde está sediada a Anac, com o objetivo de permitir averiguações complementares sobre a atuação dos órgãos reguladores.

    Constatações técnicas e falhas apontadas

    Segundo a Polícia Federal, a aeronave não possuía condições técnicas de operar nas condições meteorológicas enfrentadas — formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos essenciais para esse tipo de tempo, como o sistema de degelo e o limpador de para-brisa, estavam inoperantes no momento da decolagem, mas a empresa teria autorizado mesmo assim o voo.

    Durante a trajetória, o sistema de segurança da aeronave teria emitido alertas sonoros e exibido a luz de “master caution”, indicando deterioração das condições de voo. Ainda assim, a PF concluiu que os pilotos não tomaram medidas para corrigir ou mitigar a situação. A investigação também apontou registros de problemas semelhantes em voos anteriores que não foram relatados nos formulários pós-voo.

    De acordo com o delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, a análise de dezenas de processos de fiscalização da Anac revelou uma “cultura de omissão” na companhia, implementada em níveis de direção e não apenas entre profissionais de base, o que teria incentivado a não comunicação de defeitos para evitar que aeronaves fossem impedidas de operar.

    Reações de familiares e desdobramentos jurídicos

    Familiares das vítimas, presentes à sede da Polícia Federal em São Paulo, classificaram como criminosas as práticas de operação da companhia. Fátima Albuquerque, da Associação de Familiares das Vítimas, afirmou que os responsáveis sabiam dos riscos e que as ações eram intencionalmente arriscadas. Advogados da associação afirmaram que o grupo pretende propor uma ação coletiva por danos morais contra a Voepass.

    Com o envio do indiciamento e o pedido de compartilhamento das investigações com órgãos administrativos e com o MPF, os próximos passos incluem a decisão do Ministério Público sobre eventuais denúncias penais e o andamento de possíveis ações civis movidas por parentes das vítimas.

    Os fatos e as informações divulgadas nesta reportagem têm como fonte principal a Agência Brasil, com base em comunicações da Polícia Federal.